Caro leitor
Em um dia de setembro de 2007 quis saber sobre o que a criançada estava conversando, durante um trabalho em grupo de escola a respeito do aquecimento global, e fiquei surpreso. Como será que a escola pretende explicar as causas e consequências de fenômenos tão complexos como o efeito estufa e as mudanças climáticas para crianças de 9 anos? Pois bem, elas não só sabiam do que se tratava, como queriam encontrar um jeito de doar suas mesadas para salvar o urso polar...
Nas escolas e nas ruas, nas empresas e nos governos, tratar da importância do meio ambiente deixou de ser algo reservado a poucos ambientalistas e idealistas para virar assunto de uma grande maioria. No meu entender, graças à percepção,
agora mais clara, de que as consequências de se alterar o meio ambiente recaem sobre todos nós. Antes, os que estavam longe não ligavam para o desmatamento da Amazônia; agora sabemos que além de gases das queimadas ajudarem a esquentar o planeta e mudar o clima, boa parte das chuvas do sudeste do Brasil são originadas na Amazônia.
É também com intuito educacional, além de jornalístico, que nossa reportagem de capa desta edição de 22º aniversário se dedica ao assunto ambiental mais relevante dos últimos tempos: a mudança do clima que as atividades humanas estão provocando, por meio do aquecimento global. São dezenas de variáveis, muitas explicações possíveis, um monte de previsões e muitas dúvidas. Mas uma coisa é certa: você, e todos os habitantes deste planeta, NÃO vão viver sem o aumento do efeito estufa, sem mais aquecimento global ou sem os efeitos das mudanças climáticas. A questão é o tamanho do estrago que estamos dispostos a aceitar. E as soluções estão em nossas mãos.
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