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Os solos pobres

foto: Lilia Tandaya
Grande parte dos solos da região amazônica é arenoso e pobre em nutrientes
É instigante pensar que uma das florestas mais exuberantes do planeta sustenta-se em solos muito pobres e lixiviados. As matas crescem sobre o solo e praticamente não se sustentam dele, utilizando-o mais como fixação do que como fonte de nutrientes. As árvores possuem um sistema radicular fino e denso que age como um filtro, absorvendo os nutrientes liberados na decomposição de excrementos, galhos, insetos, fungos, folhas e outras matérias. Desta maneira, há uma rápida e permanente reciclagem de nutrientes na floresta. As raízes mais profundas têm o papel de absorver água do lençol freático. Apesar disto, a maior parte da água absorvida pela floresta vem da chuva.

Em função da fragilidade dos solos, a regeneração natural da floresta fica prejudicada. Em alguns locais muito degradados, como em pastagens, a floresta pode nunca mais voltar a existir. Mesmo assim, existe disperso pela bacia amazônica um outro tipo de solo bastante fértil, chamado “solo de terra roxa”. Este solo é derivado de rochas vulcânicas e pode ser encontrado em algumas localidades do Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Um outro tipo de solo rico é o chamado “terra preta de índio”, sendo o resultado do manejo realizado por estas populações, que acumulavam seu lixo orgânico em locais determinados que, com o tempo, foram decompostos e transformaram-se em adubo natural.



Conteúdo retirado do Guia Amazônia - Brasil da Editora Horizonte.

 


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